Antes de voce ir, quero que saiba que sempre vou te amar.
Eu rogarei para que seja feliz em cada minuto de todo o tempo que existir
Até logo.
Blog de Ciencia, politica, tecnologia e cultura pop
Antes de voce ir, quero que saiba que sempre vou te amar.
Eu rogarei para que seja feliz em cada minuto de todo o tempo que existir
Até logo.
Há pessoas que chegam como paisagens. Não fazem barulho, não anunciam a própria presença; apenas surgem no horizonte e, de repente, tudo parece diferente. Penso numa antiga deusa dos vulcões, filha dos Andes e dos ventos austrais, carregando nos cabelos o brilho do magma ao entardecer. Seu fogo não destrói: aquece. Sua força não intimida: ilumina. Como um sol latino escondido entre montanhas, parece guardar dentro de si uma energia silenciosa capaz de transformar tudo ao redor.
Talvez seja por isso que os vulcões sempre me pareceram tão fascinantes. À distância, revelam apenas a superfície: encostas tranquilas, formas delicadas, uma beleza quase serena. Mas quem observa com atenção percebe que existe um mundo inteiro sob a rocha, uma profundidade difícil de alcançar. Há calor, movimento, histórias antigas e mistérios que não se entregam facilmente. Algumas pessoas também são assim. Não se deixam compreender de imediato; exigem paciência, respeito e a disposição sincera de permanecer.
Às vezes me pego tentando compreender os caminhos desse fogo discreto. Nem sempre consigo. Existem silêncios que ainda não aprendi a traduzir e muralhas cuja entrada ainda não encontrei. Mesmo assim, continuo admirando a paisagem. Há algo de belo em não possuir todas as respostas. Há algo de especial em caminhar devagar, observando cada detalhe, como quem estuda uma formação geológica rara sem a pretensão de decifrá-la por completo.
Enquanto sigo meu caminho, levo comigo a sensação de que alguns encontros deixam marcas semelhantes às das erupções antigas: transformam o relevo, alteram o curso dos rios e permanecem registrados muito depois de o fogo desaparecer da superfície. Talvez certas pessoas sejam exatamente isso vulcões adormecidos que carregam luz suficiente para aquecer o mundo de alguém sem sequer perceber. E talvez a maior beleza não esteja na erupção em si, mas na espera silenciosa por um dia em que esse calor encontre, enfim, um lugar onde possa repousar.
O avanço da ciência, especialmente nas geociências, tem sido cada vez mais impulsionado pelo uso de ferramentas tecnológicas. Dentro desse cenário, a produção de algoritmos voltados ao geoprocessamento tem se tornado uma ponte entre o conhecimento teórico e a aplicação prática. No entanto, por trás de todo algoritmo funcional e de toda análise espacial robusta, está um pilar muitas vezes negligenciado: a informática básica. Conhecimentos simples, como lógica de programação, estruturas de dados, sistemas de arquivos e até mesmo o uso eficiente de sistemas operacionais, são fundamentais para que o profissional das geociências consiga criar soluções reais e funcionais. Não basta entender sobre SIGs, modelos digitais de terreno ou sensoriamento remoto se não há domínio das ferramentas que permitem manipular e processar essas informações.
É curioso perceber que muitos estudantes e profissionais desejam entrar diretamente nos temas “avançados” das geotecnologias, como inteligência artificial aplicada à análise espacial ou machine learning em imagens de satélite, mas encontram grandes barreiras justamente por ignorarem a base computacional necessária. A informática básica é como aprender a montar um andaime antes de construir um arranha-céu. Conceitos simples como variáveis, loops, condições lógicas, manipulação de arquivos e organização de diretórios podem parecer triviais, mas são eles que possibilitam a automação de processos e a criação de scripts que economizam horas de trabalho manual. Mais do que isso, esses conceitos formam o alicerce para entender estruturas mais complexas, como redes neurais, algoritmos de clustering ou regressões espaciais.
Sem o suporte da tecnologia e da programação, muitos dos dados que geramos ou coletamos nas geociências acabam se tornando apenas uma pilha desorganizada de informações. A capacidade de desenvolver algoritmos nos permite não só organizar, mas interpretar, visualizar e extrair conhecimento de nossos dados. O domínio dessas ferramentas transforma um simples conjunto de coordenadas em uma análise espacial significativa, um banco de dados geológico em uma modelagem preditiva, ou um mapa vetorial em uma ferramenta interativa de tomada de decisão. Porém, isso só é possível quando temos autonomia técnica para transformar ideias em código, e código em conhecimento aplicado. A informática básica, nesse sentido, não é apenas um pré-requisito — é uma linguagem indispensável para quem deseja dialogar com o futuro das geotecnologias.
Portanto, reforçar a importância do aprendizado contínuo em computação dentro das geociências é essencial. A interdisciplinaridade nunca foi tão importante: geólogos, geógrafos, engenheiros ambientais e demais profissionais da área precisam cada vez mais entender o funcionamento das ferramentas digitais que utilizam. Aprender a programar, entender como os dados são estruturados, e saber como construir um algoritmo básico deve ser parte do currículo de qualquer profissional das geotecnologias. Só assim seremos capazes de evoluir da simples interpretação de dados para a real construção de soluções geoespaciais inteligentes. Afinal, os dados por si só não falam — são os algoritmos que lhes dão voz.
Trabalhe enquanto os outros... VIVEM. Ouvi isso minha vida toda, desde os 15 anos eu trabalhei para conseguir ter algo e acompanhar a evolução desenfreada da tecnologia. Como um filho dos anos noventa, cresci cercado de telas e conteúdo desde muito cedo. De um lugar mais rural, de onde eu venho, Capinzal no meio oeste catarinense, qualquer avanço tecnológico que tu tinha acesso na infância e adolescência acabou virando um diferencial no futuro. Meu primeiro emprego de carteira assinada foi para "mexer no computador". É claro que era mais que isso, eu me inseri no meio do ramo das autopeças, onde em um mercado muito de nicho, minhas habilidades como técnico em informática eram super úteis.
Por exemplo automatizar o cadastramento de uma loja antiga que ainda usava papel e caneta para emitir algum tipo de nota e fazer controle de estoque. E o pior que foi assim que eu fui parar na geologia, sem nível universitário, por ser bom com computadores, eu consegui acompanhar e chegar a me formar como geólogo. Como a tecnologia formou minha carreira, mesmo sem exercer a profissão de TI é algo que me faz pensar, nas geociências eu virei o cara dos mapas, claro a geração com a qual estudei ainda carecia de pessoas com proficiência em informática, diferentes dos nativos digitais do pós anos 2000.
Mas por ter essas habilidades naturais pelo uso de tecnologia de tão cedo, meu caminho de aprendizado e profissional foi um caos até aqui. Eu já trabalhei de tudo, desde vendedor até segurança, marceneiro, operador de painel elétrico, topografo, eletricistas, tudo isso simultaneamente a ser técnico em informática desde os 17 anos, montagem manutenção de eletrônicos e softwares, é meu hobbie e minha vida, desde que sou adulto, sou filho de um eletricista de padrão residencial, o cara da tecnologia das décadas passadas, eu sou uma espécie de legado próprio. E um computador é como se fosse meu segundo braço.
Consegui virar meu sonho, um cientista e com isso me moldo agora para ser um geólogo, voltado a tecnologia. Porem toda experiência em trabalho físico conta em mim também, as fomes e esforços que passei só pelo simples fato que nunca parei de me especializar, nunca quis me submeter ao mínimo da minha capacidade, sempre quis o máximo, e aqui chego depois dessa jornada que começou quando tive a oportunidade de estudar, algo que não é padrão pra época e lugar que venho. Do entregador de panfleto para o geólogo teve muita dor, muita incerteza, muito medo. Mas também muita resiliência.
Vontade de chegar lá, e acabo de perceber que o computador que estou utilizando para escrever esse texto está comigo a 11 anos. Um processador I7 de 4 núcleos, meu primeiro PC montado com suor de trabalho de vendedor, enquanto cursava o 3 ano a noite. Óbvio que já passou da hora de atualizar ele, mas ainda não tenho essa oportunidade, mas em breve vou ter, porque cheguei até o fim, mesmo a sociedade e capitalismo tentando me colocar no lugar de proletariado, eu luto pelo proletariado e eu fui dele durante todo esse tempo, mas eu não sou só isso, eu sou um CIENTISTA.
A palpitação no coração, a vontade de sumir ou só de ver a pessoa. O que são nossos pensamentos e como eles nos controlam. Em um contexto onde as relações sociais se dão no intermédio de redes sociais e telefones celulares. Até onde nossos corpos e nossa consciência conseguem aguentar sem ser dilacerados pela ansiedade de liberar hormônios relacionados ao bem estar. Estar em contato com uma pessoa que geoespacialmente não está com você, nos da a sensação de ser ignorados constantemente, o que nos leva a frustação.
Ciência acelera processos para frear disseminação do vírus e descobrir onde está localizado, há quanto tempo e com que velocidade se movimenta
Da sofisticada pesquisa genética
ao desenvolvimento de novos produtos de limpeza, a inovação teve grandes
avanços desde a descoberta do novo coronavírus. A urgência para encontrar
instrumentos de combate à Covid-19 acelerou muitos processos, como o de
sequenciamento de genomas: uma parceria do Instituto de Medicina Tropical da
Universidade de São Paulo (IMT-USP) e do Instituto Adolfo Lutz (IAL) com a
Universidade de Oxford, por exemplo, permitiu que todas as etapas fossem
concluídas em 48 horas, quando o tempo médio era de 15 dias.
Mapear o genoma de um vírus é
fundamental para descobrir a região onde está localizado, há quanto tempo e com
que velocidade se movimenta. Assim, é possível traçar estratégias para frear a
disseminação. Também é crucial para pesquisas de vacinas e para a realização de
testes de diagnóstico.
— Na pandemia, temos o exemplo
clássico de como a ciência, com investimento e compartilhamento de informação,
avança. Veja que as vacinas contra a Covid-19 geralmente têm os nomes atrelados
de duas instituições, porque compartilharam informações. E os investimentos
foram fundamentais para avançar nos testes (em humanos), especialmente na
terceira etapa. A ciência se constrói dessa forma — diz Rafael Barreto Almada,
presidente do Conselho Regional de Química – Terceira Região (Rio de Janeiro).
Professor do Instituto Federal do
Rio de Janeiro (IFRJ), Almada lembra que, logo depois da chegada da doença ao
país, várias universidades se mobilizaram para fabricar e doar álcool gel:
— No início o álcool gel sumiu do mercado, porque o principal produto que dá o aspecto gelatinoso, carbopol, é importado. O uso de outros polímeros foi estudado e aperfeiçoado. O mesmo aconteceu com o álcool líquido para as mãos, que passou a ter substâncias hidratantes. Antes só havia álcool líquido para superfície, que resseca a pele.
Outra frente que teve grandes avanços tecnológicos foi a produção de equipamentos de proteção, como face shields e óculos fabricados em impressoras 3D, e o desenvolvimento de tecidos para máscaras que neutralizam a ação do vírus. Também a criação de novos respiradores e oxímetros ajudou a aumentar a oferta e baratear os equipamentos. Na robótica, drones fizeram alertas à população, e máquinas distribuíram refeições aos infectados em hospitais. A telemedicina é mais um exemplo de prática que deu um grande salto.
— Pela longa duração da pandemia, acredito que os protocolos de proteção e o uso de novos equipamentos serão incorporados daqui para a frente — afirma Almada.
Antes de voce ir, quero que saiba que sempre vou te amar. Eu rogarei para que seja feliz em cada minuto de todo o tempo que existir Até lo...